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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A RODA DO ANO




Por: Drako de Ineviatus 


Desde tempos antigos nossos ancestrais reverenciavam de uma forma ou de outra a passagem das estações durante o ano. Hoje esse costume é aplicado com muita superficialidade, isso quando é aplicado. Reverenciar as passagens de estação não é apenas comemorar uma crença ou celebrar um ritual que será esquecido dias depois. As estações marcam períodos e passagens de fluxos, como diz a lei hermética, as coisas acontecem de vibração em vibração, de estado em estado, de pólo em pólo. No decorrer do ano passamos por primavera, verão, outono, e inverno. Cada um desses períodos  representa uma fase do ciclo inteiro do ano, não existe um inicio e um fim, tudo é cíclico!

A roda do ano é um fluxo continuo de vibrações, essas vibrações atuam explicitamente sobre a natureza, marcando os períodos quentes, frios, úmidos, secos e etc. na agricultura esses períodos são de importância extrema, pois eles determinam o tempo de plantar e o tempo de colher. Mas não se deve interpretá-lo apenas por esse ponto de vista, o fluxo das vibrações da roda, passa afetando não só a natureza, mas sim, todos os seres vivos da terra.

Cada estação tem uma vibração característica que marca um período propicio a um tipo de comportamento e atividade humana. O fluxo passa gradativamente afetando tudo, as vibrações modificam o ambiente e altera o comportamento dos seres que nele estiverem. Resistir a esse fluxo seria lutar contra a lei e contra a natureza, o que causaria dano e desconforto. Você dificilmente verá os animais resistindo a esse fluxo, pois ele tem uma conexão forte com a natureza por instinto, e seguirão á essas leis involuntariamente. Assim eles mantêm o equilíbrio natural da vida.

Devemos nos voltar a esses princípios antigos de conexão com a natureza e nos adequar a essas fases, assim conseguiremos nos manter no ciclo da vida de maneira resolutiva e agradável, sabendo de seus fluxos e refluxos. Mais uma vez nos voltamos a lei da analogia que nos possibilitará enxergar nesses fluxos os mistérios da criação, os mistérios da realização, da vida, da morte, e da evolução.
Cada uma das estações é um grande pólo, que o fluxo vai percorrer alterando e modificando as vibrações por partes. Antes da chegada do inverno você vai notar o clima mudando, notar que de pouco a pouco o ar vai se tornando mais frio, e assim ocorre com todas as estações, e cada uma vai focar em um tipo de comportamento a ser cultivado. Viver assim é reverenciar o ciclo da vida, e manter-se em harmonia com a criação.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Trabalho com as Sombras



PERÍODO DAS COLHEITAS
Por: Gaya

Este é um trabalho que inicia em LAMMAS, quando começamos a conhecer nossos antepassados: o quanto eles nos influenciaram, o que temos deles, as heranças que recebemos - física, objetos, carga emocional, traços de personalidade. É hora de fazermos nossa arvore genealógica.

Em MABOM é hora de trabalharmos toda essa carga que descobrimos em Lammas, é hora de separar o que é sombra do que é trabalho com antepassados. É hora de procurarmos resolver os conflitos com nossos antepassados - vivos e mortos. Para este trabalho é de vital importância entendermos que primeiro precisamos resolver primeiro “com nós mesmos” antes de resolvermos com o outro. Com isso descobrimos que, algumas vezes, basta resolvermos com nós mesmos.

Para alguns que já passaram pela roda algumas vezes, é hora de buscarmos respostas no passado, nas vidas passadas, pois elas nos ajudam a ver ciclos e padrões que devem ser mantidos, e outros que devem ser quebrados.

É hora de descobrir e aceitar nossas sombras, hora de entendermos o que realmente é sombra, a diferença de defeitos e traços de nossa personalidade (que não gostamos e não temos forças para mudar).
Sombra - é hora de olhá-la, reconhecê-la, caracterizá-la, nomeá-la, analisá-la: entender o porque ela existe, o quanto grande ela é ( quanto oposto ela se tornou de você?).

Repara bem, estes trabalhos devem INICIAR no dia do sabath e continuar em todo período. Isto é a roda, Sabaths que se complementam, interagem; período e não dia.

Finalmente chegamos em SAMHAIN, hora de honrar os antepassados, aquele que conhecemos, entendemos, aceitamos e fizemos as pazes em Lammas.
É hora de trabalharmos as sombras que descobrimos em Mabom, que nomeamos , caracterizamos e aceitamos como nossa e não do outro.

Aceitarmos nossas sombras como parte importante de nós é o primeiro passo feito em Mabom.
Entender porque e como ela nos afeta, analisar, entender a fundo todas as facetas desta nossa sombra, como e quando ela nos afeta, quem nos mostra “ela” – estes são os passos seguintes, feito em Mabom, para conseguirmos colocar em pratica o trabalho afetivo de nos tornarmos nossa sombra, em Samhaim. Para isso precisamos já ter tudo isso em mente (trabalho feito em MABOM).

É hora de descobrirmos as mascaras que usamos com os outros - descobrir que há uma grande diferença entre como nós nos vemos e como o outro nos vê - descobrirmos que usamos mascaras para nos mesmos.
É hora de descobrir quais as mascaras são saudáveis e qual mascara nos fazem mal, afastando-nos de nossas essências. É hora de aceitarmos algumas e nos livrarmos de outras. Para isso um dia não basta precisamos de todo o período de Samhaim.

Agora o que vejo acontecer é as pessoas deixarem para trabalhar tudo isso que deveria ser trabalhado no período da colheita (quase cinco meses) no dia de Samhaim.

Sim, um dia, pois as pessoas comemoram o dia e depois esquecem, até o próximo sabath (vejo as pessoas comemorando 8 dias, 8 Sabaths, e não uma roda, um ano); o que é uma pena, visto o quanto este trabalho é enriquecedor e indispensável no caminho sacerdotal wicano.

Devemos perceber que este é um trabalho encadeado, e durante toda roda devemos (pelo menos deveriamos) nos preparar, para em SAMHAIM nos tornarmos nossa sombra, um oposto muitas vezes daquilo que achamos que somos, aquilo que desprezamos, que não suportamos, e que iremos nos tornar.
Mas preste atenção, este ainda não é o último passo - primeiro temos que nos tornar o oposto, radicalmente, para depois buscarmos o equilíbrio - precisamos desta experiência (se se tornar o oposto) para mudarmos realmente, e não nos enganarmos, achando que realmente mudamos (auto sabotagem).
Um verdadeiro trabalho com sombras muda a maneira como vemos o mundo e a nós mesmos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Assumindo o Jornal, O Bruxo - Minas Gerais.

Por: Raven Draak Luppercus.

Olá leitores deste espaço místico,

Venho aqui expressar minha profunda felicidade, por ter assumido no dia 26 de Janeiro de 2011, a Coordenação do Jornal O Bruxo, Minas Gerais. Sou o mais novo correspondente do Jornal e espero contribuir com seu crescimento em nosso estado e nação. O Paganismo precisa de veículos sérios para que os projetos e trabalhos de nossos Irmãos da Arte possam ser divulgados. O Trabalho de Desmistificação do Paganismo e da Bruxaria, é um dever de todo Pagão e Bruxo. Tentar mudar a imagem que se formou durante séculos de inquisição em cima de nós: Bruxos e Pagãos, faz parte do nosso dever.

Este é o século do Despertar Espiritual. Por que? Porque os Cultos Antigos estão ressurgindo e a força dos Deuses está ressurgindo junto com os nossos Cultos. Vemos isto nos mais diversos Fenômenos Naturais e Astrológicos. A cada dia estamos caminhando rumo ao Grande Caldeirão, o Caldeirão da Renovação e por ele todos devemos passar, para que haja uma mudança no Incosciente Coletivo. Para que haja mudanças no nivel mental de toda a Sociedade. Para que não haja mais desrespeito e preconceitos de nenhuma espécie.

Está mais do que na hora de acordar as pessoas para a realidade em que vivemos. Num mundo em que viver se torna a coisa mais rara, pois as pessoas ultimamente simplesmente existem, sugirmos nós, os Bruxos e Pagãos para lembrar a todos do que a vida é feita: de União e Amor. Valores que se perdem em meio ao Egoísmo em que cada ser de nossa nação se compele.

Minha meta ao assumir o "Jornal, O Bruxo - Minas Gerais" é representar Minas nesta caminhada espiritual em que todos os pagãos estão convidados a participar. Realizo em Contagem/MG o trabalho de desmistificação do Paganismo e da Bruxaria em Grupos de Estudos. Quero com o Jornal, incentivar as pessoas à buscarem o conhecimento. Pois acredito que só o conhecimento é capaz de libertar nossas mentes das mentiras que nos foram impostas no berço.

Por fim, convido todos a acompanharem o Jornal, O Bruxo - Minas Gerais:  http://jornalobruxominasgerais.blogspot.com/

Além da divulgação dos mais diversos eventos pagãos em Minas Gerais, O blog vai contar com colunas e maérias sobre nossa Arte Ancestral! Para aqueles que tiverem Sugestões, Dicas ou quiserem ser Colunistas do Blog, entre em contato por e-mail: ravendl13@yahoo.com.br

Raven Draak Luppercus, 
Sacerdote do Coven Animus - Tradição Renovare de Bruxaria (TRB).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Magia dos Elementais


Desde criança sempre tive uma forte conexão com os elementais, o reino da "Gente pequenina" é realmente fascinante.
Quando "crescemos", ao nos tornarmos adultos, é comum que nos desliguemos mais desses seres, devido ao convívio com o frequente ceticismo imposto pela sociedade. Mas comigo não aconteceu isso.
Sempre tive fé, para mim a magia sempre se fez algo tão presente como o ar que se respira. Sempre me conectei com a natureza e nunca virei as costas para a "Gente pequena". Nos últimos anos, venho estabelecendo uma conexão cada vez maior com os Gnomos. É logico que não se pode mergulhar demais nesse universo, pois corre-se o risco de ficar, no mínimo, desequilibrado. Mas se conectar um pouco com esses seres é bom, não apenas com os Gnomos (elementais da Terra), mas também com as fadas, salamandras e outros elementais.
Em minha casa, alguns acham curioso, mas mantenho uma espécie de "templo aberto", ou "espaço sagrado", que dediquei aos elementais. Coloquei o nome de "Duendópolis". O local, mostrado na foto acima, é onde coloco oferendas (maçãs, velas, etc) e faço pedidos e agradecimentos. Quando me sinto "só" ou preciso desabafar, ou entrar em contato com a energia mágica desses seres, sempre fico um tempinho nesse espaço. Tem gente que chega lá em casa e estranha muito ao chegar no quintal, mas alguns já se acostumaram. Pendurei várias representações de fadas por todo o quintal, são mais de 30 fadas penduradas por todo o espaço. Sempre cultivo plantas, pois é uma forma de atrair esses seres. Também gostam de incensos e música.
Alguns se escondem em lugares onde nem imaginam... em troncos ou cavidades de árvores, buracos na terra e falésias. Bem, esse espaço é apenas uma forma que encontrei de demonstrar meu respeito a esses seres, e que aqui compartilho um pouco dessa minha experiência com vocês.

domingo, 17 de outubro de 2010

Netuno, o Rei das Águas

Templo de Posêidon (Grécia)

O Deus Netuno (romano) também é conhecido por muitos como Posêidon (grego), pois os dois foram sincretizados ao longo do tempo. Mesmo com muitas semelhanças, é importante lembrar
que existem algumas diferenças entre os dois aspectos do Deus dos Mares. Enquanto o Posêidon grego possuía aspectos mais violentos e multifacetários, o Deus romano Netuno era muito mais associado aos mares e águas correntes.

Neptuno
Na mitologia, esse Deus é um dos filhos de Rhea e Cronos (Satvrno). É irmão de Zeus, Hades, Vesta (Héstia), Deméter (Ceres) e Hera (Juno). Entre os romanos, Netuno era inicialmente associado às águas doces. Apenas a partir do início do século IV a.C, quando foi sincretizado com o grego Posêidon, é que adquiriu aspectos de Deus Marinho. Salácia, sua contrapartida feminina, também era cultuada como uma Deusa das fontes, mas posteriormente passou a reger as águas marinhas, pois foi identificada com a Deusa grega Anfitrite, esposa de Posêidon. As Netunálias (ou Neptunálias) eram festas celebradas em honra de Netuno, bem como a sua esposa Salácia, Deusa (ou ninfa) Aquática, mãe de Tritão. As celebrações do culto de Neptuno também estão associadas a Venília, outra Deidade marítima, associada a Agitação do Mar. As Neptunálias foram registradas nos calendários mais antigos. 

Durante os dias 21, 22 e especialmente 23 de Julho, no auge do verão, eram celebradas várias atividades em honra a este Deus. Era nesse período em que a água se tornava mais escassa e todos se reuniam para pedir as bênçãos de Netuno para as atividades agrícolas. Para homenagear Neptuno, os marinheiros da Roma Antiga estabeleceram o Festival de Ludi Neptunalici (ou Jogos Neptunianos), onde ocorriam corridas de barcos, simulações de combates navais e outras atividades.
Celebração da Neptunália em Teresina (PI)
Esta festa sacra era realizada na antiguidade com a finalidade de conjurar a seca e pedir proteção para as atividades agrícolas. Nos três dias de festival os romanos iam para os campos e para as florestas, onde construíam pequenas cabanas com folhas e ramos, chamadas "tabernaculi" (ou tabernáculos). Sob a sombra dos tabernaculi, faziam banquetes ao ar livre, bebiam água das fontes, bem como vinho e outros alimentos consagrados ao Deus. Durante a noite faziam acampamentos e fogueiras para cozinhar e prolongar as celebrações pelo dia seguinte. Celebrar o Deus dos Mares assegurava fertilidade no campo e boas colheitas. 

Durante as celebrações atuais desse festival, pede-se por fertilidade e proteção para outras áreas da vida moderna. Na Roma Antiga existia um grandioso templo dedicado a Netuno, no Circo Flamínio. A construção do espaço de culto é atribuída a Cneu Domitius Enobarbus, cônsul em 32 a.C. Na estrutura do Templo era possível notar esculturas do arquiteto e escultor grego Escopas, representando várias divindades aquáticas, que apareciam sendo conduzidas por Posêidon e Tétis, realizado pelo arquiteto e escultor grego Escopas. 

Alguns atributos típicos encontrados em representações de Netuno são o Tridente, os Golfinhos e sua coroa. São comuns alguns símbolos e correspondências usados em ritos e oferendas envolvendo este arquétipo, alguns dos mais típicos são: Conchas, cavalos, coroa, cavalo marinho, tridente, algas marinhas e outras plantas aquáticas, barcos, golfinhos; peixes; ondas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ao Deus Antigo.



O Sagrado Cornudo, que segura o cajado,
Ajoelhado com o seu manto, o Ancião.
Mexe com um toco de madeira
A fogueira que cresce na escuridão.
O Velho Sábio,
Que atravessou o rio, assim o Mundo Frio conheceu;
E a chama que arde no meu peito,
Com os olhos fechados e a mão empunhada acendeu.
Ele subiu às altas montanhas,
E no chão, com a terra, desenhou.
Moveu as pedras de lugar,
Com seus olhos vermelhos, as aves com o silêncio chamou.
Na margem do rio me mostrou o vento e a chuva.
Me ensinou a pescar.
Que atrás das árvores, a noite esperou cair.
Me ensinou a caçar.
O Sol poente,
A fumaça crescente.
A Escura Noite,
O vento e o açoite.
Ancião que abre o Livro das Sombras,
Me mostra o Copo e a Faca.
Me guia pelo Círculo,
E como filho me abraça.
Velho da Roda Escura,
O Senhor Cornudo -
O grito das profundezas,
A sombra, assim, de tudo.
Corri por entre as árvores,

Deito os olhos sob a Escuridão.
Ele estava ao meu lado.
Até que tombo na terra, então.
Jaz no sangue da minha face
O cansaço que se faz presente.
O Sol arde nas minhas costas -
Assim o Deus onipotente.
Ouço o casco por entre as folhas.
Eu, no silêncio, parado.
Ele chega e toca no meu peito,
com seu Cajado abençoado.
Olhei e não o vi -
E uma lágrima resvalou.
A ti, Deus Cornudo.
A Sombra do que minguou.
Acordo. E tu, com um toco de madeira,
mexendo na fogueira, atiçando o calor.
O Gamo já não mais corre,
E tu, passa a bater no tambor.



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bruxo Indignado

Estava trabalhando, quando uma cliente descobriu que sou bruxo, e sendo ela religiosa, começou a perseguição. Então, depois de vários acontecimentos absurdos, esta senhora chegou no meu patrão e foi muito clara: ou o bruxo sai ou ela cancelaria o pedido e falaria pra todos na sua igreja que não era pra ir lá porque tinha um bruxo trabalhando. Estou indignado!!! Como é que uma pessoa que se diz religiosa faz isso!!!!!
Fiquei espantadíssimo com essa atitude, especialmente vinda de pessoas que tiveram ou tem acesso as Escrituras! Quer dizer, o Filho do Homem tem o maior trabalho pra vim até essa Terra de ninguém, um lugar cheio de areia e quente pra caramba, pra passar uma mensagem. É uma mensagem simples! ''Amem-se uns aos outros!'' O que há de complicado nisso? Mas vamos dizer que a Humanidade é burra e demora pra evoluir, tudo bem... Mas nós já temos a Internet, Já fomos a Lua (embora haja controvérsias...), estamos vivendo o futuro a cada instante! Já era pra ter entendido essa mensagem simples, né não?
Mas tem gente que não entende. Um dia, eles vão entender. Mas o que a gente faz até lá? Por que temos que engolir a limitação alheia? Talvez faça parte do nosso aprendizado. E talvez nós façamos parte do aprendizado dessas pessoas. A intolerância é uma espécie de câncer na nossa sociedade e, para o nosso azar, anda sempre com a injustiça e a covardia. Ou seja é uma má pessoa com más companhias...
Você e uma centena de pessoas ainda se pergunte o que fazer. É justo se fazer essa pergunta, temos conhecimento para combater essas pessoas, mas este mesmo conhecimento nos diz que isso poderia ser o correto. Temos responsabilidades e, acima de tudo, ética. Sabemos que essas pessoas estão agindo mal por ignorância. nós não temos essa desculpa.
Aconselho aos bruxo que se sentem ameaçados ou desconsiderados por suas escolhas religiosas ou filosóficas evitem o confronto. Pelo contrario, SORRIA e busque outro caminho. Não importa onde você pisar, as flores vão nascer. Acredite que quanto mais pudermos mostrar as pessoas que somos éticos, honestos e claros, mais elas vão perceber que trabalhamos todos para a construção. Enquanto isso continuemos nosso trabalho, sorrindo! Em casos extremos, em que o confronto é inevitável, busque a justiça, tanto a divina quanto a dos homens.
Consulte seus mestres pessoais e procure saber se você realmente precisa entrar nessa batalha. Se a resposta for ''essa luta não lhe pertence'', respire fundo, recite um mantra e toque sua vida que é com certeza, mais iluminada que a de muita gente por aí cujas próprias limitações já são seu castigo!!!!!
Reúna-se conosco em volta do nosso caldeirão de amigos encantados! Escreva para dfatores@yahoo.com.br ou douglasclp@yahoo.com.br!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Wicca

Diferente do que muitos pensam, a bruxaria moderna não é uma religião estranha ou ligada ao mal.
Bruxaria são os inúmeros caminhos espirituais baseados em pequenos grupos ou em praticantes solitários que procuram colocar o homem em contato com a natureza e suas energias.
A bruxaria é uma religião Matrifocal, centrada na figura da Deusa-Mãe, personificada com a própria Terra e com a Lua, que enfatiza a responsabilidade social, ambiental e moral e que vê na ligação com a natureza o único caminho para o auto conhecimento e a evolução espiritual.
Estamos separados dos ritmos da natureza e não mais dançamos em volta de fogueiras, montanhas e árvores, entoando cânticos sagrados para celebrar as mudanças da Terra. Não vemos mais o fenômeno da suspensão do Sol, da Lua e das estrelas no céu como algo divino e dádiva dos Deuses. Os antigos rituais foram esquecidos e as velhas Tradições, perdidas.
Contudo, a roda gira e, mais uma vez, a WICCA tornou-se um fenômeno.
A WICCA foi criada e recriada inúmeras vezes, assumindo novas roupagens, contextos e anseios. Surgiram muitas tradições e novos caminhos para atingirem a essência dos Antigos Deuses foram estabelecidas.
Atualmente, a WICCA é uma mistura de várias formas e caminhos mágicos diferentes. Com uma religião não dogmática de natureza individualista, é perfeitamente compreensivel que tais caminhos tenham surgido.
A principal função da WICCA é preencher o vazio e o espaço que têm nos separado da natureza e do sagrado. Se isso só for possível por meio da criação de novas práticas, que assim o seja!
Ao contrário do que muitos tenham pensado a vida inteira. os bruxos não são maus. São personagens reais da vida cotidiana, tão normais quanto as pessoas que encontramos nos ônibus, no metrô, nas filas do banco, nas ruas...
Seguramente, muitas dessas pessoas são as transformadoras, os moldadores do mundo, que com suas visões, crenças, ritos e poder conseguem mudar a realidade moderna que muitas vezes nos assusta. Acreditamos que, por meio de nossos Deuses, toda mudança é possível e que, por mais que se tenha tentado, sempre há uma outra forma de alcançar a totalidade e melhorar o mundo em que vivemos. Estes personagens reais da vida moderna acreditam que a Terra está viva, que temos o poder de lutar pela liberdade, que somos um grande potencial nas mãos da Deusa e que devemos usar todas as nossas potencialidades a serviço Dela, buscando as formas necessárias para um mundo mais digno, mais honesto, mais verdadeiro, no qual todas as formas de amor, todas as raças, todas as escolhas pessoais seja respeitadas e celebradas sempre.
Abra seu coração, seus ouvidos e sua mente para a Deusa e ouça a sua voz interior. Ela o guiará pelos caminhos mais verdadeiros.
Que tal dividir seus problemas e dúvidas com a gente?
Para sugestões é só escrever para dfatores@yahoo.com.br ou douglasclp@yahoo.com.br!
Um bater de asas pra vocês!!!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Afrodite

Afrodite é uma divindade grega do amor ,muitos confundem essa forma egrégorica que a muito tempo foi cultuada como a poderosa Deusa do Amor. Afrodite é uma Deusa de três aspectos, o Amor Fraternal, o Amor Sexual, e o Amor Incondicional.
Na sua forma de Deusa do amor fraternal, ela rege os relacionamentos familiares, proporcionando aos seus cultuadores um bom relacionamento familiar, dentre outras dádivas. Nesse aspecto ela tambem é associada ao amor de mãe, que é aquele protetor e que guia pelo caminho do aprendizado.
No seu aspecto de Deusa do amor sexual, é aquela que conduz a relação entre os casais, proporciona beleza, sensualidade, e a paixão. Na mitologia muitas veses Afrodite é mencionada fazendo uso do poder da paixao para se vingar de seus inimigos, causando isso por intermedio de Eros, seu filho, o Deus do Desejo Sexual.
Como Deusa do Amor Incondicional, ela proporciona a harmonia entre os seres viventes , o amor sem egoísmo, o amor que não se deixa levar pelos sentimentos mundanos, sendo uma forma de entendimento entre a raça humana.
A egrégora de Afrodite responde por essas três caracteristicas, é sempre muito importante especificar o aspecto dela se está trabalhando, pois durante muito tempo ela foi transformada em uma imagem de aspectos extremamente vulgares deixando assim uma nova mescla em sua energia égregorica.....
"(....) e por onde Ela pisava nasciam flores , tudo era fértil aos Seus pés......
ineviatus

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

"Penetra Cultural"

O natal já passou (graças aos Deuses! rs)... mas toda a "movimentação" dessa época me levou a refletir sobre algo que é muito discutido no mundo pagão. Eu já não aguentava mais tantos recadinhos de "Feliz Natal" lotando a minha página de recados do orkut... não tem quem aguente... até mesmo para quem comemora o natal esses recados "escandalosos" estressam (até dói na vista!).
Tem gente que nunca lhe envia um recado na vida, que nem lhe conhece, mas quando chega nessa época lota a sua página com mensagens clássicas do tipo "feliz natal e próspero ano novo"... totalmente cópia sem a menor criatividade.
Esse texto pode até parecer estranho para quem vivencia anualmente esse clima natalino, alguns podem até se questionar: "- De onde surgiu esse doido que não gosta do natal?"
A questão é: Eu sou adepto da bruxaria, bruxaria é um credo pagão, paganismo é um culto anterior ao cristianismo e, portanto, minha religião não comemora o natal (ou seja, o nascimento de Jesus, "o cristo"), simples assim! Ao contrário do que muitos podem estar pensando... não, eu não odeio o natal! A única coisa que incomoda os pagãos nessa época é que as pessoas não compreendem o fato de que nós, pagãos, não comemoramos o nascimento de Jesus, ou seja, o natal.
A data do calendário pagão que "corresponde" ou pode ser comparada ao "Natal" é o Yule (celebrado em 21 de dezembro), mas comemora o nascimento do Deus, que, na crença pagã, não é Jesus. O Ano Novo pagão é comemorado do dia 31 de Outubro e, como deu para perceber, já passou faz tempo....rs.
Muitas pessoas não aceitam que a diversidade cultural e religiosa é um fato, por isso alguns pagãos nessa época sofrem um "pouco" com a "mente fechada" de alguns cristãos mais fervorosos.
Eu até que ainda tentei entrar no clima da data natalina (apesar de não fazer parte do meu calendário litúrgico), mas convenhamos, eita "falsidadesinha" que rola nessa época né! Tem gente que te odeia e ainda tem a "cara-de-pau" de dizer "-Feliz natal, te amo e Jesus também"... Mas... sem as convenções sociais o mundo seria uma bagunça... Nessa época de natal e ano novo cristão, que é comemorado pela maioria da população brasileira, fica difícil para quem faz parte da "minoria religiosa", se manter excluso do clima de celebrações de fim de ano. Por esse motivo tento sempre me colocar em uma posição de "antropólogo" ou "sociólogo"... ou seja, já que dentro do cenário religioso do momento eu sou a minoria (o "intruso cultural"), a solução é "incorporar" momentaneamente o "cristão". Afinal, o máximo que eu conseguiria me "excluindo" dessas comemorações seria tornar-me anti-social e antipático, coisa que não sou....rs! Além do mais, é papel do jornalista (estou estudando para isso!) vivenciar "recortes" de realidade, é mostrar e saborear o máximo que a diversidade cultural tem para oferecer. Por isso tento me colocar na posição do outro e entender sua visão de mundo, assim ninguém perde nada e eu sobrevivo a mais um natal... e aos recados natalinos do orkut...rs

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ladrões de Energia

Você já teve a sensação de cansaço inexplicável após estar perto de alguém? Alguma vez você já percebeu que se sente fraco quando conversa com alguém desanimado? Pois é, muitas pessoas passam por situações em que são vampirizadas e nem se dão conta. A parapsicologia chama o fenômeno de "psyvamp" (um termo que tradizido do inglês pode significar "vampiro psíquico").
Os psyvamps são pessoas que absorvem as energias vitais de quem encontra ao redor. Geralmente são pessoas depressivas, carentes de energia, que tentam reparar a deficiência energética sugando a energia alheia. O fenômeno explica o fato de nos sentirmos "enfraquecidos" após entrar em contato com algumas pessoas com carência energética.
Popularmente os psyvamps são conhecidos como "olhos-maus", "olhos-grandes" ou simplesmente "invejosos" . Muitos vampiros energéticos nem tem a consciência da própria carência energética e acabam "vampirizando" as pessoas inconscientemente. Também existem aqueles que "vampirizam" propositadamente, tentam enfraquecer e roubar as energias de pessoas com quem mantem contato; esses tipos de psyvamps que agem conscientemente são geralmente pessoas invejosas, pessimistas e egoístas.
Para evitar ter sua energia roubada por um vampiro psíquico, preste atenção as dicas a seguir!
- Geralmente os vampiros psíquicos gostam de conversar tocando no corpo da "vítima", a maioria pega no braço, nos pulsos ou nos ombros para absorver os fluidos energéticos da pessoa. Sempre que você perceber que alguém estiver lhe segurando durante uma conversa, olhe nos olhos da pessoa e dê um passo para trás, essa atitude impedirá o processo de vampirização.
- Procure andar sempre com um amuleto para se proteger contra esse tipo de ataque espiritual (que é mais comum do que se possa pensar!); pode ser um dente de alho, um pentagrama, uma cruz ou algo que lhe inspire fé.
- Quando perceber que se sente enfraquecido ao chegar perto de alguém, afaste-se da pessoa e procure mentalizar um escudo de energia ao seu redor, isso lhe ajudará a se proteger.
Agora que você já sabe o que é um psyvamp, não pode descuidar! Espero poder ter lhe ajudado a se proteger contra esse tipo de situação! Até a próxima!

Akasha: O Princípio Criador

Eis o Akasha, elemento primal da criação, a parte divina onde habitam os deuses . Dentro dos processos de criação existe uma lei chamada "lei do mentalismo". A "lei do mentalismo" determina que tudo existente no universo é mental, logo , a mente determina tudo!
Através do Akasha tudo o que conhecemos surgiu. Primeiramente surgiu o fogo. O fogo nasceu como uma forma de animar o Universo , iluminar e nutrir com força tudo o que havia de ser criado. Como tudo o que foi criado pelo uno é bipolar por natureza, tudo o que vir dele tambem o será! O fogo nasceu, e em conseqüência da luz, do calor e da espansão, nasceu a escuridão, a umidade e, com isso tudo poderia ser nutrido, o poder da vida poderia ser animado, isso era a Água.
Esses dois elementos precisavam ser guiados e a necessidade é o gatilho do Akasha. Logo o Akasha criou a força que guiaria as duas correntes formadas pelos dois primeiros elementos, esse terceiro elemento seria formado através do Fogo e da Água e assim teve origem o elemento Ar, direcionador, quente e úmido, aquele que equilibra a ação dos dois primeiros, um intermediário entre as forças.
Com isso se estabeleceu a "Lei da polaridade, vibração, e ritmo". Com esse padrão criado tudo presisava se manifestar em forma, então, o Akasha deu origem a uma força que englobaria os três primeiros, que os condensaria a uma forma física. Essa força uniu os três elementos em uma quadripolaridade perfeita, que equilibraria seus efeitos e seria o agregador de tudo. Essa força uniu e distribuiu o elementos nas proporções corretas, assim nasceu a densidade, a forma, o peso, a fixação, a matéria física, o tempo, o espaço e o astral. E esse era o elemento Terra. Foi assim que toda a criação se formou. É dentro dessas leis e diretrizes que mora o arcano mágico maior, que ensina o uso e a compreensão de todo ato mágico.

"Que a Luz de Apolo venha de Delfos e possa iluminar vossas mentes, para que compreendeis."