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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A RODA DO ANO




Por: Drako de Ineviatus 


Desde tempos antigos nossos ancestrais reverenciavam de uma forma ou de outra a passagem das estações durante o ano. Hoje esse costume é aplicado com muita superficialidade, isso quando é aplicado. Reverenciar as passagens de estação não é apenas comemorar uma crença ou celebrar um ritual que será esquecido dias depois. As estações marcam períodos e passagens de fluxos, como diz a lei hermética, as coisas acontecem de vibração em vibração, de estado em estado, de pólo em pólo. No decorrer do ano passamos por primavera, verão, outono, e inverno. Cada um desses períodos  representa uma fase do ciclo inteiro do ano, não existe um inicio e um fim, tudo é cíclico!

A roda do ano é um fluxo continuo de vibrações, essas vibrações atuam explicitamente sobre a natureza, marcando os períodos quentes, frios, úmidos, secos e etc. na agricultura esses períodos são de importância extrema, pois eles determinam o tempo de plantar e o tempo de colher. Mas não se deve interpretá-lo apenas por esse ponto de vista, o fluxo das vibrações da roda, passa afetando não só a natureza, mas sim, todos os seres vivos da terra.

Cada estação tem uma vibração característica que marca um período propicio a um tipo de comportamento e atividade humana. O fluxo passa gradativamente afetando tudo, as vibrações modificam o ambiente e altera o comportamento dos seres que nele estiverem. Resistir a esse fluxo seria lutar contra a lei e contra a natureza, o que causaria dano e desconforto. Você dificilmente verá os animais resistindo a esse fluxo, pois ele tem uma conexão forte com a natureza por instinto, e seguirão á essas leis involuntariamente. Assim eles mantêm o equilíbrio natural da vida.

Devemos nos voltar a esses princípios antigos de conexão com a natureza e nos adequar a essas fases, assim conseguiremos nos manter no ciclo da vida de maneira resolutiva e agradável, sabendo de seus fluxos e refluxos. Mais uma vez nos voltamos a lei da analogia que nos possibilitará enxergar nesses fluxos os mistérios da criação, os mistérios da realização, da vida, da morte, e da evolução.
Cada uma das estações é um grande pólo, que o fluxo vai percorrer alterando e modificando as vibrações por partes. Antes da chegada do inverno você vai notar o clima mudando, notar que de pouco a pouco o ar vai se tornando mais frio, e assim ocorre com todas as estações, e cada uma vai focar em um tipo de comportamento a ser cultivado. Viver assim é reverenciar o ciclo da vida, e manter-se em harmonia com a criação.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Trabalho com as Sombras



PERÍODO DAS COLHEITAS
Por: Gaya

Este é um trabalho que inicia em LAMMAS, quando começamos a conhecer nossos antepassados: o quanto eles nos influenciaram, o que temos deles, as heranças que recebemos - física, objetos, carga emocional, traços de personalidade. É hora de fazermos nossa arvore genealógica.

Em MABOM é hora de trabalharmos toda essa carga que descobrimos em Lammas, é hora de separar o que é sombra do que é trabalho com antepassados. É hora de procurarmos resolver os conflitos com nossos antepassados - vivos e mortos. Para este trabalho é de vital importância entendermos que primeiro precisamos resolver primeiro “com nós mesmos” antes de resolvermos com o outro. Com isso descobrimos que, algumas vezes, basta resolvermos com nós mesmos.

Para alguns que já passaram pela roda algumas vezes, é hora de buscarmos respostas no passado, nas vidas passadas, pois elas nos ajudam a ver ciclos e padrões que devem ser mantidos, e outros que devem ser quebrados.

É hora de descobrir e aceitar nossas sombras, hora de entendermos o que realmente é sombra, a diferença de defeitos e traços de nossa personalidade (que não gostamos e não temos forças para mudar).
Sombra - é hora de olhá-la, reconhecê-la, caracterizá-la, nomeá-la, analisá-la: entender o porque ela existe, o quanto grande ela é ( quanto oposto ela se tornou de você?).

Repara bem, estes trabalhos devem INICIAR no dia do sabath e continuar em todo período. Isto é a roda, Sabaths que se complementam, interagem; período e não dia.

Finalmente chegamos em SAMHAIN, hora de honrar os antepassados, aquele que conhecemos, entendemos, aceitamos e fizemos as pazes em Lammas.
É hora de trabalharmos as sombras que descobrimos em Mabom, que nomeamos , caracterizamos e aceitamos como nossa e não do outro.

Aceitarmos nossas sombras como parte importante de nós é o primeiro passo feito em Mabom.
Entender porque e como ela nos afeta, analisar, entender a fundo todas as facetas desta nossa sombra, como e quando ela nos afeta, quem nos mostra “ela” – estes são os passos seguintes, feito em Mabom, para conseguirmos colocar em pratica o trabalho afetivo de nos tornarmos nossa sombra, em Samhaim. Para isso precisamos já ter tudo isso em mente (trabalho feito em MABOM).

É hora de descobrirmos as mascaras que usamos com os outros - descobrir que há uma grande diferença entre como nós nos vemos e como o outro nos vê - descobrirmos que usamos mascaras para nos mesmos.
É hora de descobrir quais as mascaras são saudáveis e qual mascara nos fazem mal, afastando-nos de nossas essências. É hora de aceitarmos algumas e nos livrarmos de outras. Para isso um dia não basta precisamos de todo o período de Samhaim.

Agora o que vejo acontecer é as pessoas deixarem para trabalhar tudo isso que deveria ser trabalhado no período da colheita (quase cinco meses) no dia de Samhaim.

Sim, um dia, pois as pessoas comemoram o dia e depois esquecem, até o próximo sabath (vejo as pessoas comemorando 8 dias, 8 Sabaths, e não uma roda, um ano); o que é uma pena, visto o quanto este trabalho é enriquecedor e indispensável no caminho sacerdotal wicano.

Devemos perceber que este é um trabalho encadeado, e durante toda roda devemos (pelo menos deveriamos) nos preparar, para em SAMHAIM nos tornarmos nossa sombra, um oposto muitas vezes daquilo que achamos que somos, aquilo que desprezamos, que não suportamos, e que iremos nos tornar.
Mas preste atenção, este ainda não é o último passo - primeiro temos que nos tornar o oposto, radicalmente, para depois buscarmos o equilíbrio - precisamos desta experiência (se se tornar o oposto) para mudarmos realmente, e não nos enganarmos, achando que realmente mudamos (auto sabotagem).
Um verdadeiro trabalho com sombras muda a maneira como vemos o mundo e a nós mesmos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ao Deus Antigo.



O Sagrado Cornudo, que segura o cajado,
Ajoelhado com o seu manto, o Ancião.
Mexe com um toco de madeira
A fogueira que cresce na escuridão.
O Velho Sábio,
Que atravessou o rio, assim o Mundo Frio conheceu;
E a chama que arde no meu peito,
Com os olhos fechados e a mão empunhada acendeu.
Ele subiu às altas montanhas,
E no chão, com a terra, desenhou.
Moveu as pedras de lugar,
Com seus olhos vermelhos, as aves com o silêncio chamou.
Na margem do rio me mostrou o vento e a chuva.
Me ensinou a pescar.
Que atrás das árvores, a noite esperou cair.
Me ensinou a caçar.
O Sol poente,
A fumaça crescente.
A Escura Noite,
O vento e o açoite.
Ancião que abre o Livro das Sombras,
Me mostra o Copo e a Faca.
Me guia pelo Círculo,
E como filho me abraça.
Velho da Roda Escura,
O Senhor Cornudo -
O grito das profundezas,
A sombra, assim, de tudo.
Corri por entre as árvores,

Deito os olhos sob a Escuridão.
Ele estava ao meu lado.
Até que tombo na terra, então.
Jaz no sangue da minha face
O cansaço que se faz presente.
O Sol arde nas minhas costas -
Assim o Deus onipotente.
Ouço o casco por entre as folhas.
Eu, no silêncio, parado.
Ele chega e toca no meu peito,
com seu Cajado abençoado.
Olhei e não o vi -
E uma lágrima resvalou.
A ti, Deus Cornudo.
A Sombra do que minguou.
Acordo. E tu, com um toco de madeira,
mexendo na fogueira, atiçando o calor.
O Gamo já não mais corre,
E tu, passa a bater no tambor.



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Wicca

Diferente do que muitos pensam, a bruxaria moderna não é uma religião estranha ou ligada ao mal.
Bruxaria são os inúmeros caminhos espirituais baseados em pequenos grupos ou em praticantes solitários que procuram colocar o homem em contato com a natureza e suas energias.
A bruxaria é uma religião Matrifocal, centrada na figura da Deusa-Mãe, personificada com a própria Terra e com a Lua, que enfatiza a responsabilidade social, ambiental e moral e que vê na ligação com a natureza o único caminho para o auto conhecimento e a evolução espiritual.
Estamos separados dos ritmos da natureza e não mais dançamos em volta de fogueiras, montanhas e árvores, entoando cânticos sagrados para celebrar as mudanças da Terra. Não vemos mais o fenômeno da suspensão do Sol, da Lua e das estrelas no céu como algo divino e dádiva dos Deuses. Os antigos rituais foram esquecidos e as velhas Tradições, perdidas.
Contudo, a roda gira e, mais uma vez, a WICCA tornou-se um fenômeno.
A WICCA foi criada e recriada inúmeras vezes, assumindo novas roupagens, contextos e anseios. Surgiram muitas tradições e novos caminhos para atingirem a essência dos Antigos Deuses foram estabelecidas.
Atualmente, a WICCA é uma mistura de várias formas e caminhos mágicos diferentes. Com uma religião não dogmática de natureza individualista, é perfeitamente compreensivel que tais caminhos tenham surgido.
A principal função da WICCA é preencher o vazio e o espaço que têm nos separado da natureza e do sagrado. Se isso só for possível por meio da criação de novas práticas, que assim o seja!
Ao contrário do que muitos tenham pensado a vida inteira. os bruxos não são maus. São personagens reais da vida cotidiana, tão normais quanto as pessoas que encontramos nos ônibus, no metrô, nas filas do banco, nas ruas...
Seguramente, muitas dessas pessoas são as transformadoras, os moldadores do mundo, que com suas visões, crenças, ritos e poder conseguem mudar a realidade moderna que muitas vezes nos assusta. Acreditamos que, por meio de nossos Deuses, toda mudança é possível e que, por mais que se tenha tentado, sempre há uma outra forma de alcançar a totalidade e melhorar o mundo em que vivemos. Estes personagens reais da vida moderna acreditam que a Terra está viva, que temos o poder de lutar pela liberdade, que somos um grande potencial nas mãos da Deusa e que devemos usar todas as nossas potencialidades a serviço Dela, buscando as formas necessárias para um mundo mais digno, mais honesto, mais verdadeiro, no qual todas as formas de amor, todas as raças, todas as escolhas pessoais seja respeitadas e celebradas sempre.
Abra seu coração, seus ouvidos e sua mente para a Deusa e ouça a sua voz interior. Ela o guiará pelos caminhos mais verdadeiros.
Que tal dividir seus problemas e dúvidas com a gente?
Para sugestões é só escrever para dfatores@yahoo.com.br ou douglasclp@yahoo.com.br!
Um bater de asas pra vocês!!!!